PORTAL BOLETIM JURÍDICO ISSN 1807-9008 Ano VIII Número 650 Brasil, Uberaba/MG, sábado, 31 de julho de 2010
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Pérolas Jurídicas
Pensa que já viu de tudo? Veja as situações mais engraçadas vivenciadas no mundo jurídico
Advogado bebum
Gentilmente enviado pelo Dr. Carlos Morais Affonso Júnior, advogado em São Paulo
Inserido em 13/4/2005
Dizem que aconteceu em Ubá, cidade do interior de Minas Gerais.
Tinha na cidade um cara cujo apelido era Cabeçudo. Nascera com uma cabeça
grande, dessas cuja boina dá p'rá botar dentro, fácil, uma dúzia de
laranjas.
Mas, fora disso, era um cara pacato, bonachão e paciente.
Não gostava, é claro, de ser chamado de Cabeçudo, mas desde os tempos do
grupo escolar, tinha um chato que não perdoava. Onde quer que o encontrasse,
lhe dava
uma palmada na cabeça e perguntava: "tudo bom, Cabeçudo"?
O Cabeçudo, já com seus quarenta e poucos anos, e o cara sempre zombando dele.
Um dia, depois do centésimo tapinha na sua cabeça, o Cabeçudo meteu uma faca
no engraçado e matou ele na hora.
A família da vítima era rica, a do Cabeçudo, pobre. Não houve jeito de
encontrar um advogado para defendê-lo, pois o crime tinha muitas testemunhas.
Depois de apelarem para advogados de Minas e do Rio, sem sucesso algum,
resolveram procurar o Zé Caneado, um advogado que há muito tempo deixara a
profissão, pois,como o próprio apelido indicava, vivia de porre.
Pois não é que o Zé Caneado aceitou o caso, e passou a semana anterior ao
julgamento sem botar uma gota de cachaça na boca! Na hora de defender o
Cabeçudo, ele começou a sua peroração assim:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
Quando todo mundo pensou que ele ia continuar a defesa, ele repetiu:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
Repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz:
- Peço ao advogado que, por favor, inicie a defesa.
Zé Caneado, porém, fingiu que não ouviu e:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
E o promotor:
- A defesa está tentando ridicularizar esta corte!
O juiz:
- Advirto ao advogado de defesa que se não apresentar imediatamente os seus
argumentos...
Foi cortado por Zé Caneado, que repetiu:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
O juiz não agüentou:
- Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando que a Justiça
é motivo de zombaria? Ponha-se daqui para fora antes que eu mande prendê-lo.
Foi então que o Zé Caneado disse:
- Se por repetir apenas algumas vezes que o juiz é meritíssimo, que o promotor
é honrado e que os membros do júri são dignos, os senhores me ameaçam de
prisão, pensem na situação deste pobre homem, que durante quarenta anos,
todos os dias da sua vida, foi chamado de Cabeçudo?
Cabeçudo foi absolvido e o Zé voltou a tomar suas cachaças em paz.
Moral: mais vale um Bêbado Inteligente do que um Alcoólatra Anônimo!
Observação enviada por Kerginaldo Cândido Pereira: A história que foi apresentada acima pelo Dr. Carlos Morais Affonso Júnior é um fato real, porém, aconteceu no Ceará onde a defesa do acusado foi realizada pelo Glorioso Quintinho Cunho uns dos maiores advogado do nosso Estado. Rábulo famoso, depois advogado e até representante do Ministério Público. Está é uma informação verdadeira.
Nota do editor: Verdadeira ou a não, a história não deixa de ser uma pérola...
A autoridade coatora é V. Exa!!!
Bastidores Forenses
Inserido em 13/4/2005
Um Habeas Corpus foi impetrado junto ao próprio juiz apontado como a autoridade coatora.
O magistrado, por sua vez, tentando alertar o advogado, despachou nos autos determinando que o ilustre procurador indicasse contra quem estaria impetrando tal medida. O advogado simplesmente atravessou petição informando:
A AUTORIDADE COATORA É VOSSA EXCELÊNCIA!!!
Uma almofada para o juiz
Gentilmente enviado pelo advogado Claudimar Barbosa da Silva, conforme versão contada pela própria auxiliar
Inserido em 4/4/2005
Essa aconteceu em Ponta Grossa, Estado do Paraná, com um Juiz que
posteriormente foi promovido a Desembargador:
Em um processo com várias partes, diversos advogados e muitas testemunhas para
serem ouvidas, a audiência de instrução teve início à tarde e estendeu-se
até por volta das vinte e uma horas. A última testemunha a ser ouvida era uma
senhora idosa, muito detalhista em suas explicações, não obstante o cansaço
de todos os presentes. Enquanto conduzia a inquirição, vez por outra o juiz se
remexia na cadeira, demonstrando o seu incomodo por ficar tantas horas seguidas
sentado. E ao fazer isto, geralmente olhava para a auxiliar de cartório que
fazia às vezes de escrivã. Ditava as palavras da testemunha, que eram
caprichosamente datilografadas , mexia-se na cadeira e olhava para a auxiliar.
Quando, finalmente, foi concluída inquirição, o Juiz solicitou o assentado
para fazer a leitura, assinando em seguida. Após, voltou-se para a auxiliar de
cartório, após, mais uma vez remexer-se na cadeira e disse: "Fulana, por
favor me traga uma almofada". Toda solícita, a auxiliar deixou seu lugar e
saiu apressada. Demorou alguns minutos e voltou sorridente, com uma grande
almofada vermelha suspensa nos braços, toda formal. "Pronto,
meritíssimo!", anunciou. O juiz olhou para ela, olhou para a testemunha e
para as partes e não pode esconder um leve sorriso a dizer: "Fulana, eu
agradeço muito sua preocupação. Mas eu preciso de uma almofada de carimbo
para a testemunha molhar o polegar, pois ela é analfabeta!"
Almoço sobre rodas...
Gentilmente enviado por Carlos Morais Affonso Júnior - Advogado -SP/SP
Inserido em 23/3/2005
Essa foi retirada de uma Reclamatória Trabalhista em uma cidade do interior
de Minas Gerais:
"o reclamante está trabalhando em regime de trabalho escravo"
(...) "Insta salientar que o reclamante não tem horário de almoço, pasme
Excelência, tem que almoçar dirigindo, podendo inclusive sofrer um
acidente com isso, e quiçá, causar a sua morte ou de algum passageiro em
decorrencia da falta de atenção por estar almoçando e dirigindo"
Sra. Meretriz...
Gentilmente enviado por Adriana Pinto Soledade
Inserido em 23/3/2005
Em uma audiência, a autora da ação (uma mulher semi-analfabeta) referiu-se
à juíza falando:
- "Sra meretriz..."
A juíza mais que depressa respondeu:
- "Eu já trabalhei em várias coisas nessa vida, mas nessa profissão
nunca..."
Quem disse que ninguém está acima do STF???
Bastidores forenses
Inserido em 21/3/2005
Acima do STF, só o extinto Tribunal de Alçada de Minas Gerais. Confira a Súmula nº 2, daquele Tribunal, aprovada em 16/08/2004:
Súmula 2: "A competência para o julgamento das ações de indenização por acidente de trabalho é da Justiça Comum, não se aplicando a Súmula n. 736 do STF"
Feito extinto ou não???
Bastidores Forenses
Inserido em 13/2/2005
Um Juiz do Trabalho, ao decidir pela incompetência em razão da matéria, proferiu a seguinte decisão:
(...) Pelo exposto, julgo extinto o feito, sem decisão de mérito, determinando a remessa dos autos para a Justiça Comum.
Foro íntimo...
Bastidores Forenses
Inserido em 4/2/2005
Confira, na íntegra, o pedido de duas advogadas:
"Que a autora resolveu por motivo de fórum íntimo, desistir da presente ação, tendo em vista que o requerido ainda não foi citado."
Doravante falecida...
Bastidores Forenses
Inserido em 2/2/2005
Em uma investivagação de paternidade o réu foi assim qualificado:
"FULANO DE TAL, doravante falecido em 09 de abril de 1999(...)"
Céu fechado...
Colaboração: Tânia Mara Fonseca Mendes Afonso
Inserido em 29/11/2004
Em Osasco, o advogado, tentando definir o trabalho exercido por seu cliente, assim escreveu:
"(...)antes trabalhava a céu aberto , como trabalhador rural,agora passou a trabalhar a céu fechado pois estava sempre no escritório!(...)"
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