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Portal Boletim Jurídico - ISSN 1807-9008 - Brasil, 21 de setembro de 2019

Requiém aos brasileiros para uma revolução patriota

 

Cláudio Sinoé Ardenghy dos Santos

 

Réquiem significa “Senhor, concede-lhes o eterno descanso”, completamos, para que possam trabalhar, amar, ter filhos feitos com amor, envelhecer com segurança e saber que nenhum facínora que se encontra no poder venha estorvar o significado da vida plena, feliz, uníssona com meus pares.

Há um brocardo que acalanta, muito utilizado no sentido inverso que deveria ser: “Aqui se faz aqui se paga”. Melhor seria, aqui se trabalha, se ama e Deus paga, mas não andamos vendo isto, o jargão continua sombrio como reconforto das injustiças.

Por falar em injustiças, o símbolo maior: Diké filha de Zeus e Têmis foi vendada por bárbaros alemães na idade média, ela sempre vê quando procura a justiça. Por falar num termo tão vago e impreciso. Trago dois gênios do direito, Ministro José Augusto Delgado citando Miguel Reale que: “Miguel Reale pondera, se não conseguimos definir a Justiça, não podemos viver sem ela. Não obstante, o afã em atingir a Justiça nas decisões judiciais não deve permitir que a vida social seja conturbada pela eternização de litígios que se renovam. As decisões injustas vêm de longe. Basta atentar-se ao julgamento de Cristo. Nem por isso constituíram-se em fatores de desagregação social, que podem resultar de um alto grau de insegurança jurídica afetando aquela' social. O que importa não são soluções individuais para o tema das decisões injustas e sim o reflexo destas para a sociedade. Nesta tormentosa questão a respeito da necessidade de se flexibilizar a coisa julgada material, esse deve ser o norte a orientar o Legislador para redisciplinar esse fenômeno jurídico que se constitui em um dos embasamentos mais fortes da segurança jurídica.”

Conquanto, a dimensão é social, hoje estamos doentes e a capital de nosso país já é vista como foi feita, na mesma sintonia da cidade do jogo estaduniense, construída no meio do deserto para que os perdedores que não pagassem, fossem extintos em terra de ninguém. Juscelino tinha este escopo e o povo vem sendo surrado e surrupiado há tempos...já não aguentamos mais! A nosso sistema bicameral/presidencialista merece uma profilaxia severa, nem que seja por instrumentos nada pacíficos, é a prova da existência do direito. A evolução social engatinhou para trás e este instrumento: direito, virou o lado errado da moeda. Todavia, o direito também permite a defesa dos direitos fundamentais do povo nem que seja por Revolução Civil e um Governo transitório para acabar de vez com o que ainda somos: uma colônia. Estamos migrando para uma ditadura cubana, inclusive até o Capital Soros voltou, surrealista! Ao falarmos em Governo Transitório cautela muita é pouca, primeiro rasgar a PEC 241 que promete não melhorar a saúde por 20 anos; a educação; o salário mínimo; a segurança pública; enfim, tudo ficaria congelado por 20 anos. Então, que assim pensa e propõem tal fórmula merece permanecer aqui? Segundo, recordar o exemplo dos oportunistas na era Collor, onde os jovens foram ás ruas, pleitear a retirada do grupo circense, com todo o respeito a estes, os quais mataram muitos irmãos brasileiros e muito que insuflam as massas depois são meros vendilhões, o empalamento seria até suave ao estudante “cara pintada”, hoje parlamentar, o qual envergonha, se não são do mesmo naipe, seus genitores. No mesmo eito é o partido dos trabalhistas que iniciou a atual crise quando assumiu o poder, são catristas, leniistas, trotikistas, de uma moça quebrando cadeiras da assembleia legislativa e uma semana após mostrando a bela cobertura que morava, advinda do aporte do pai já condenado por improbidade administrativa e esperneando nas altas cortes para não pagar os prejuízos que causou. Com esta facção o diálogo não existe, mais vale à pena o povo encerrar de vez quem levanta esta falsa bandeira. Volto a dizer, o direito garante isto, “errare humanum est, perseverare diabolicum antem” é uma luva que serve ao que já fizeram e destruíram enviando ao finado barbudo sentado em móveis Luís XV, a amargura do veto econômico norte americano para não poder adquirir mais brinquedos enquanto o povo morria e morre de fome, muito dinheiro do Brasil que não irá retornar, bem como a outras nações na gastança teratológica de suas bocas caladas, autoritarismo pior que da época do Governo Militar e empáfia merecedora de reações muito duras. Como não posso me esquecer dos ditos juristas de plantão, mais servindo à uma plantação de vegetais, eis o seu jogo de interesses próprios.

As oligarquias políticas devem ser desmanteladas, dizimadas sem perdão. Dizer que o povo gosta de ser escrachado é uma afirmação de rito forçado, somente acabará quando este reagir com força. Houve perdas e injustiça na ditadura militar, e, hoje há o que? Injustiça e tortura coletiva, nossos filhos e entes queridos são mortos, violentados e torturados pela orbe marginal na inexistente segurança que é dever do Estado.

Em qualquer reação haverá perdas, entrementes nunca vistas como antes, o tratamento lenitivo é de choque. Nesta falsa democracia sobre toques venezuelanos no aranzel da monocórdico que rege a dança dos mortos e da insegurança, o povo deve investir como em Monte Castelo e mostramos na Itália nosso brio, nossa fibra. Como contam os historiadores a proeza dos brasileiros no dia 21 de fevereiro de 1945 em Monte Castelo na 2ª Guerra Mundial, a proeza dos nossos patriotas demonstrou uma sanha e capacidade dantes nunca vista. Sendo que essa correu os 4 cantos do mundo como guerreiros implacáveis.

Enfrentamos metralhadoras e morteiros alemãs ao comando do General Cordeiro e os aliados americanos somente olhavam e elogiavam, era muita braveza e tática.

    Às 16h05, o coronel Franklin informou pelo rádio que seus homens ocuparam Fornelo, à direita de Castelo e próximo do seu cume. Tratava-se de um ponto de resistência do inimigo, ninho de metralhadoras, que acabava de ser dominado pelos nossos soldados. Fornelo foi um dos pontos em que foram barradas, em novembro e dezembro de 1944, os anteriores ataques brasileiros a Castelo. Dez horas de luta colmatadas pela coragem brasileira

  Não resta dúvida de que o ponto mais empolgante de toda a luta do dia 21 teve lugar às 16h20, quando toda a Artilharia Divisionária concentrou seus fogos sobre Castelo. O Monte Castelo é nosso disse o mesmo; 26 brasileiros deram a vida pela pátria. No dia 18 de abril de 1945, quando finalmente Montese foi conquistada, conquista que custou aos brasileiros 34 mortos, 382 feridos e 10 extraviados. Mas, fizemos 1000 prisioneiros.

Pensem...eu morreria pela minha pátria, até não em vão, somente no meu epitáfio haveria “Aqui jaz um homem” e pelo genocídio que está acontecendo no Brasil por corruptos que se alegram com o sofrimento alheio sem saber que em nosso DNA corre na veia a mesma coragem dos pracinhas!

Hoje, 26/12/2017 fui no plantão noturno do poder judiciário e lá veio a frase isto não para plantão noturno...”Ok. O Senhor vai me ensinar o ofício que pratico faz 25 anos...” Resistiu até não poder mais...mais um brasileiro, menos um patriota.

Onde está esta coragem hoje? Vamos “entrar na dança” desde a tenra idade com mentiras, engodos, se aproveitar de seus irmãos como estes imbecis, os quais deveriam estar alimentando as chamas do inferno?

Deixo, como sempre, à apreciação de meus pares, de meus irmãos, de patriotas...lembrem da ímpar coragem e ferocidade que fez história até aos países mais aparamentados, dos quais recebemos elogios como patriotas-guerreiros imbatíveis. Esquecemos quem somos????

Data da conclusão/última revisão: 26/12/2017

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Cláudio Sinoé Ardenghy dos Santos

Advogado, Mestre em Direito pela PUCRS.

Inserido em 15/01/2018

Parte integrante da Edição no 1499

Código da publicação: 4403

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Citação deste artigo, segundo as normas da ABNT:

DOS SANTOS, Cláudio Sinoé Ardenghy. Requiém aos brasileiros para uma revolução patriotaBoletim Jurídico, Uberaba/MG, a. 13, no 1499. Disponível em: <https://www.boletimjuridico.com.br/ doutrina/artigo/4403/requiem-aos-brasileiros-revolucao-patriota> Acesso em: 21  set. 2019.

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