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Portal Boletim Jurídico - ISSN 1807-9008 - Brasil, 14 de novembro de 2019

O outro lado da Copa

 

Márcio Archanjo Ferreira Duarte

 

Gostaria de expressar uma visão deste cenário futebolístico mundial.

Admite-se em verdade, que esse tal de futebol realmente cega qualquer diferença entre seus torcedores, seja pobre, rico, com nível superior, com apenas a quarta série do ensino fundamental ou até analfabeto.

Realmente, é o momento em que não pesam as diferenças sociais e até políticas. Contudo, é lastimável que seja o único momento para uma harmonia social plena. Pois, assim deveria ser, sempre!

Por outro lado, é neste momento que também percebe-se o quanto a nação brasileira é egoísta e hipócrita. Por que só quando há copa do mundo, o povo brasileiro realmente é uma única nação?
Por que dessa união somente para torcer por um time de futebol? Por que essa união não vigora sempre, em todos os momentos da vida do país? Poder-se-ia ir até mais longe! Essa forte união deveria ser, não só por país, mas sim, pelo mundo inteiro.

Mas enquanto isso não é possível, enquanto uma única nação mundial ainda não é vislumbrada pela raça humana, cada país deveria ser realmente Um Todo, não só na copa do mundo de futebol, mas sempre!

Explica-se, pois, como se aduziu acima, que também em verdade, a nação brasileira é egoísta e hipócrita, pois essa pseudo-união deveria se convergir em necessária e real, quando, ao invés de torcedores de futebol se empenharem em capitalizar uma boa quantia em dinheiro para comprar tinta, para pintar o chão e meio-fio das ruas; comprar bandeiras e bandeirolas, para enfeitar os céus; e até, comprar passagens aéreas, para estar na Alemanha durante a copa, ao invés de tudo isso, deveriam direcionar esses "esforços" para ajudar a parcela do povo que, sofrido pela desigualdade social e financeira, estão em filas de hospitais sem atendimento, estão desempregados, sem ter o que comer e o que colocar na mesa de sua família, e muitos até sem um teto para morar.

Acredita-se que um dia, essa concientização emergirá em cada um brasileiro que realmente tem condições de, sobrando para si, ajudar o próximo que não tem nada. Devendo até abdicar de um enfeite, de uma corneta, de uma tinta, para tentar diminuir o sofrimento daqueles que são totalmente desprezados pelo Poder Público, apesar de ser este suficientemente abastecido e remunerado para garantir o bem estar e a dignidade de todos seus concidadãos, apenas teoricamente defendidos.

Mas um dia, realmente, não só este país, mas todos os países, serão um corpo só, em todas as acepções da palavra, uma única nação, uma nação mundial, uma única bandeira... a bandeira da raça humana.

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Márcio Archanjo Ferreira Duarte

Estudante do 8º Período da Universidade Estácio de Sá
Estagiário da Advocacia na OAB-RJ.

Inserido em 19/06/2006

Parte integrante da Edição no 183

Código da publicação: 1367

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Citação deste artigo, segundo as normas da ABNT:

DUARTE, Márcio Archanjo Ferreira. O outro lado da CopaBoletim Jurídico, Uberaba/MG, a. 4, no 183. Disponível em: <https://www.boletimjuridico.com.br/ doutrina/artigo/1367/o-outro-lado-copa> Acesso em: 14  nov. 2019.

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